segunda-feira, 10 de setembro de 2012




Seus olhos de anjo maldito
Seu sexo selvagem
Suas asas de plasmaluz
Seu caos sagrado
O universo no seu coração
Fecho meus olhos para ver-te.

Anjos de Pedra


                                   aos ateístas devotos

Deus
nãoDeus
             (códigos binários)
Universos paralelos,
            paralelos a qal universo?
Dualidades
            Quem crê quem não crê
            Ateístas antiateistas
            (ta tudo aqui, no mesmo qarto de conceitos)

O arcanjo dos poetas concilia os opostos
Blake! As visões de Blake sob a luz do microscópio dos médiuns.

E qe importa qem seja o portador da espada da verdade?
O metal também é ilusão
            Poder qe esta de passagem.
O universo é só um holograma
Uma mera fotografia do tempo.

Cernov





cemitério. tu me espera
cova de luz, irmãos vermes corroem meus olhos,
carcomem minhas gengivas.
amo a terra e os vermes
são testemunhas que vivi antes de morrer
roem minhas aventuras
e qero qe meu corpo seja alimento de Gaia
qe eu seja util as coisas da terra
porque fui inutil ao sistema
porque não servi o bastante no departamento
que cada verme encontre meus tendões endurecidos de tanto caminhar
de tanto amar
apesar dos horrores
eu vi os monstros, as armas e os gatilhos
e amei os soldados mortos
e as viuvas lindas e frescas

quinta-feira, 28 de junho de 2012




Eu danço
Danço pra lua e pros demônios
Pra Plutão desclassificado
Pros leprosos e traficantes de reencarnação
Danço porqe me possuem o corpo
Porqe gozo enqanto a alma purifica
Danço o jogo do universo
Praqe os dados rolem sobre o acaso

Danço pra comungar com os xamãs
Pra deteriorar a moral dos homens sadios
E ressecar a vagina das putas de cristo

Rodopio sobre as sobras do império
Pra Jesus reggae e pros jagunços santos
Praqe os hassassinos tenham uma lanterna
Pros bêbados nos faróis
Pra Bucovski que não morreu de cirrose

Danço praqilo que o corpo implora
Bêbada de revelação,  epifania e profecia
Pisoteio os relógios e calendários
Deito poeira sobre os carros estacionados

Tenho coxas tenras, peqenos e grandes  lábios úmidos, mente perigosa
Sonho com crimes e menin@s hermafroditas
Ladrões de carros  anarkotraficantes aukimistas h4ck3rs
E copulo com os cordeiros em pele de lobo...

Cernov

quarta-feira, 13 de junho de 2012



Existiu uma profecia que dizia
“O mal reinará por sete dias e sete noites...”
O mal reinou: por sete séculos.
Mas apenas reinou Não permaneceu!
No oitavo século um anjo abriu uma janela e libertou todos os beija-flores, que abriam outras zilhões janelas pra beijavam os anjos tatuados nos ombros dos homens...!
Então as profecias desapareceram
nunca mais vieram nos suscitar dúvidas
Morreram no reino das possibilidades, seus restos dispersos num mar de fratcais
2012 nunca existiu...

Um profeta sobrevivente disse então para si mesmo:
- É hora de encerrar os oráculos, de voltar para casa, pra aldeia!
Chegando lá não mais encontrou seu povo.
E seu cajado, na sua mão, continha restos de poder:
Então ele desenhou outra cidade sobre as pedras
Rabiscou peixes nos os canteiros de areia
Cravou-o sobre a terra, fez brotar água, fluir maná,
Gerou gente, monumentos, plasmou as leis e as escrituras,
Depois fez emergir o sangue fóssil, a fumaça negra, o urânio enriquecido...

Os profetas não suportam morrer de solidão!

Território Flutuantes




Territorios flutuantes
nem global nem local
 Ilhas Piratas – contornos qe escapam a varredura dos satelites
A praia – bairro autônomo de Pindorama – sem cartógrafos por perto
Na bera
Quem colocou o nome de rondônia nisso foi o senhor  um governante  alguma autoridade
Aqele qeu nego
qem botou o nome da capital foi o diario oficial
qem colocou o nome de brasil nisso foi o colonizador
e eu não acredito neles
nem nos nomes
fronteiras não existem

como determinar a geometria das núvens?
e   praqê?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Teoremas de Apoemas








Iluminura de William Blake







a= apolíneo
d= dionisiaco
Se d≥a= caos, d≤a= cosmos
Σ d²-a(√7-½d).(1+a¹º) = ∞ ...
Se o vinho me ilumina
Só a matemática me traduz
Então transmuto entre todos os valores
e em suas dízimas paralelas

d²-3d+a=0
Abro todas as portas
Cavoco brechas nos muros
Vislumbro os delírios e os edifícios
E todas as dimensões me devoram
Fazem meu corpo desejar
(feito volúpia de elétrons
loucos pra copular)

{a-(3+d).(a³+d²-1º)}
Não desvendo essas incógnitas
São só fractais de universos
Mitos de passagem
(Não qero dominar nenhum caminho)
Só qero ... transitar!
de medo e êxtase, gritar
sentir dor, depois esqecer, adormecer
sentir calor, depois despertar, compreender...
até aprender a amar todos os meus fragmentos!

As teorias explicam, mas não compreendem
Se não consigo levitar
É porqe posso dissolver a matéria no qal me deito
Se crio algo é para ser superado
Pois a obra nunca termina
... ∞

Cer9