quinta-feira, 28 de junho de 2012




Eu danço
Danço pra lua e pros demônios
Pra Plutão desclassificado
Pros leprosos e traficantes de reencarnação
Danço porqe me possuem o corpo
Porqe gozo enqanto a alma purifica
Danço o jogo do universo
Praqe os dados rolem sobre o acaso

Danço pra comungar com os xamãs
Pra deteriorar a moral dos homens sadios
E ressecar a vagina das putas de cristo

Rodopio sobre as sobras do império
Pra Jesus reggae e pros jagunços santos
Praqe os hassassinos tenham uma lanterna
Pros bêbados nos faróis
Pra Bucovski que não morreu de cirrose

Danço praqilo que o corpo implora
Bêbada de revelação,  epifania e profecia
Pisoteio os relógios e calendários
Deito poeira sobre os carros estacionados

Tenho coxas tenras, peqenos e grandes  lábios úmidos, mente perigosa
Sonho com crimes e menin@s hermafroditas
Ladrões de carros  anarkotraficantes aukimistas h4ck3rs
E copulo com os cordeiros em pele de lobo...

Cernov

quarta-feira, 13 de junho de 2012



Existiu uma profecia que dizia
“O mal reinará por sete dias e sete noites...”
O mal reinou: por sete séculos.
Mas apenas reinou Não permaneceu!
No oitavo século um anjo abriu uma janela e libertou todos os beija-flores, que abriam outras zilhões janelas pra beijavam os anjos tatuados nos ombros dos homens...!
Então as profecias desapareceram
nunca mais vieram nos suscitar dúvidas
Morreram no reino das possibilidades, seus restos dispersos num mar de fratcais
2012 nunca existiu...

Um profeta sobrevivente disse então para si mesmo:
- É hora de encerrar os oráculos, de voltar para casa, pra aldeia!
Chegando lá não mais encontrou seu povo.
E seu cajado, na sua mão, continha restos de poder:
Então ele desenhou outra cidade sobre as pedras
Rabiscou peixes nos os canteiros de areia
Cravou-o sobre a terra, fez brotar água, fluir maná,
Gerou gente, monumentos, plasmou as leis e as escrituras,
Depois fez emergir o sangue fóssil, a fumaça negra, o urânio enriquecido...

Os profetas não suportam morrer de solidão!

Território Flutuantes




Territorios flutuantes
nem global nem local
 Ilhas Piratas – contornos qe escapam a varredura dos satelites
A praia – bairro autônomo de Pindorama – sem cartógrafos por perto
Na bera
Quem colocou o nome de rondônia nisso foi o senhor  um governante  alguma autoridade
Aqele qeu nego
qem botou o nome da capital foi o diario oficial
qem colocou o nome de brasil nisso foi o colonizador
e eu não acredito neles
nem nos nomes
fronteiras não existem

como determinar a geometria das núvens?
e   praqê?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Teoremas de Apoemas








Iluminura de William Blake







a= apolíneo
d= dionisiaco
Se d≥a= caos, d≤a= cosmos
Σ d²-a(√7-½d).(1+a¹º) = ∞ ...
Se o vinho me ilumina
Só a matemática me traduz
Então transmuto entre todos os valores
e em suas dízimas paralelas

d²-3d+a=0
Abro todas as portas
Cavoco brechas nos muros
Vislumbro os delírios e os edifícios
E todas as dimensões me devoram
Fazem meu corpo desejar
(feito volúpia de elétrons
loucos pra copular)

{a-(3+d).(a³+d²-1º)}
Não desvendo essas incógnitas
São só fractais de universos
Mitos de passagem
(Não qero dominar nenhum caminho)
Só qero ... transitar!
de medo e êxtase, gritar
sentir dor, depois esqecer, adormecer
sentir calor, depois despertar, compreender...
até aprender a amar todos os meus fragmentos!

As teorias explicam, mas não compreendem
Se não consigo levitar
É porqe posso dissolver a matéria no qal me deito
Se crio algo é para ser superado
Pois a obra nunca termina
... ∞

Cer9

segunda-feira, 5 de março de 2012

Adeus Passárgada



Vou-me embora de Passagarda
Pois lá sou inimiga do rei
Recusei seu universo de prazeres e afazeres
Pra fazer voar minha mente

Vou-me embora dessas fronteiras calmas
Que alimenta minha permanência
Que cristaliza em uma todas as minhas almas

Quero caminhar onde não existe rei

Despeço-me dessas línguas mortas
Desses versos postos
Dessa cumplicidade com os cavaleiros da côrte

Quero correr mundos, outros ventos, ver ilhas piratas
Quero as quedas, os lobos das estradas, os enganos
Desejo as putas tristes, os cogumelos proibidos, os vinhos tintos

Não carrego bagagem, escrituras, teorias, nem pasta de dente
Só meu corpo de chuva, tempestade, vontade,
e um bom punhado de maldade;

Renunciei à herança, ao posto, ao paraíso proposto
Fiz de mim um demônio deposto
E foi com essas asas de sangue
Que sobrevoei um céu de mangue

Noutro dia desejei ser amiga do rei
Quis minha teimosia que eu fosse andarilha
Não comi da ave do paraíso
Mas aprendi a voar com os corvos.


Cernov

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O que lhe Desejo





Não luz, nada de paz, nem de tempo. 2012 não existe!
Nem convenções, festas, velas, bolo de natal

Quero pra ti tempestades, ciclones ao redor da mente
Um amontoado de crimes ideológicos para serem pisados
Uma agulha pra furar os tímpanos da manada
Uma faca pra cortar a garganta dos Senhores Supremos

Que em ti se dissolva o tempo, a terra, as escrituras, as raças
Que chova na cidade e encharque as repartições públicas
Embolore as leis, as doutrinas, as vestes dos padres, e tudo vaze por um bueiraco-negro
Quero pra ti um asfalto liso e as esquinas de vidro
em alta velocidade!

Beijos de plutônio...


C9

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As Estrelas e as Luzes da Cidade





Luzes artificiais ofuscam a perspectiva da imensidão
As galáxias, inconcebíveis, lá em cima
Mas invisíveis aos homens aqui embaixo
Presos aos néons que eternizam a beleza das mercadorias.
Alienação de luz...

Toda poeira cósmica arrasta um bocado de nós,
Toda forma de poder contém nosso medo,
Toda célula reproduz a nossa vontade,
Todo quantun reconhece seu destino.

As luzes da cidade são nosso medo da escuridão
E as estrelas, nosso medo de revelação.
Somos carne e feixes de luz,
Queremos céu, queremos chão
Temos asas, temos tesão
Aos anjos oferecemos nossa alegria,
Aos demônios, nossa orgia
E para a terra deixamos nossas sementes:
luzes, neons, sombras, ilusões, projeções...
e outros rascunhos pixados nos muros.

Que importa as galáxias lá em cima?
Aqui, no centro da cidade, amamos sem pudor...!

Cernov